segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Natal

Muitas coisas são escritas e ditas a respeito do Natal. Recebo muitos artigos pela internet trazendo informações históricas a respeito das origens pagãs do Natal.

Fazendo um breve resumo, o dia 25 de dezembro na cultura romana antiga era o dia dedicado ao deus Sol, já que a noite do dia 24 para 25 de dezembro é a noite mais longa do ano no hemisfério norte (no Brasil é o dia mais longo do ano), chamado de solstício de inverno. Eles comemoravam que, apesar da noite longa, o sol vencia as travas e renascia na manhã de 25 de dezembro. Haviam festas semelhantes em outras culturas, mas a origem do Natal Cristão é a cultura romana.
Quando o cristianismo tomou conta do império romano, os cristãos romanos alteraram então o foco da festa, mas mantiveram seu significado. Jesus, o Sol da Justiça, nasceu para vencer as longas trevas em que a humanidade estava imersa, como diz João, Ele era a Luz dos homens e a Luz resplandece nas trevas.
Dizer que comemorar o Natal no dia 25 é pecado, ou paganismo é superstição, acreditando que um dia específico tem uma maldição incubada. Também o argumento que os Testemunhas de Jeová usam, de que na bíblia somente os ímpios comemoravam aniversário, é absurdo. Todas as pessoas comemoravam aniversário, o que a bíblia relata é um acontecimento especial no aniversário de um ou outro.
É muito importante termos a consciência de que todas as vezes que afirmamos que algo que Deus não proibiu é pecado, nos fazemos legalistas. A Igreja estabeleceu um conceito errado de legalismo que nega a importância de parte da Bíblia, como Lei de Moisés, mas se enche de “leis gospeis”. Como se o evangelho não fosse suficiente, criam mais leis opressoras, que proíbem isso ou aquilo, pecando assim por tentar se fazer de Deus, o único que tem poder para estabelecer o que é ou não pecado, e já fez na Bíblia.
Jesus nasceu entre os meses de setembro/outubro, o mês judaico de Etanin, mas a bíblia não registra o dia. Sabemos disso baseado na história do nascimento de João Batista, uma dica que Lucas nos deixa em seu evangelho.
O Natal não é pagão. Mas também não é Cristão. Pessoas são pagãs ou Cristãs. O que torna o Natal uma data de pecado ou de benção é a maneira como cada um comemora o Natal.
Muitos separam o Natal para adorar Baco, o deus da festa. O Natal é o dia de reunir com família e amigos e comer. Espera-se ansiosamente a hora da ceia, para comer os deliciosos pratos tradicionais e passasse o dia seguinte comendo as sobras da janta natalina, mas Jesus fica de lado.
Outros comemoram o Natal como dia de se adorar o deus Morpheus. Passa-se o dia descansando, dormindo, deitado assistindo televisão e feliz porque pode ficar sem fazer nada nesse dia.
Ainda há os que resolveram dedicar o dia de Natal ao deus Mamon. Esse é o dia de comprar presentes (ou vendê-los no caso dos comerciantes). Dia de gastar, de desorganizar as finanças do próximo ano inteiro com as dívidas Natalinas.
Há aqueles que reúnem todo o panteão. Esses acima citados realmente não deveriam comemorar o Natal, pois estão ofendendo a Deus com sua prática idólatra.
Mas há aqueles também que aproveitam o Natal para agradecer de maneira mais enfática a Jesus por sua vinda ao mundo. Que aproveitam a data tão sugestiva para anunciar a bondade de Jesus de se encarnar para iluminar nossa vida. Que cultuam a Deus nesse dia, celebrando com vivacidade, cores, luzes a dádiva mais preciosa para a humanidade que Deus realizou.
O Natal é época de refletirmos sobre como recebemos o nascimento de Jesus.
Como Herodes, que cria na Bíblia, até se cercava de teólogos para lhe informar sobre o que Deus iria fazer, e o dia que descobriu sobre o nascimento de Jesus, procurou matá-lo para não perder o reino. Herodes, como nós, tinha um reino, um espaço onde ele tomava decisões. E como muitos de nós, ao se sentir ameaçado em seus domínios, preferiu rejeitar Jesus, para que este não ameaçasse seu domínio. Tentamos matar Jesus quando ignoramos seu reino sobre todas as áreas de nossa vida.
Como os Magos do Oriente, que foram guiados por Deus até Jesus, reconheceram a Jesus como Rei (Ouro) Profeta (Mirra) e Sacerdote (Incenso). Entregaram a Jesus seus bens materiais (ouro) sua adoração (incenso) e reconheceram a morte vicária de Cristo (mirra). Mas apesar dessa profunda compreensão acerca de Jesus e de seu ministério. Apesar de crerem profundamente ao ponto de fazer uma viagem para visitá-lo, voltaram para o oriente e continuaram com suas artes ocultistas. Apesar de uma entrega de corpo e alma, não houve uma entrega espiritual. Não queriam viver Jesus. Adoraram com seus lábios, mas o coração continuava no oriente. Assim é a maioria de nós, que reconhecemos Jesus como ele é, sabemos sobre Sua importância, às vezes damos dízimos e ofertas, fazemos assistência social, vamos à igreja continuamente, cantamos todas as músicas do período de cânticos, ouvimos com atenção a palavra, mas Jesus não entra ao ponto de transformar radicalmente nosso ser, rasgar nosso coração ao ponto de entregarmos tudo a Ele. Voltamos a práticas que nos sentimos no direito de fazer, por sermos cristãos exemplares.
Ou podemos receber o Natal como os Pastores. Eram pessoas rejeitadas pela sociedade, não tinham vida social, trabalhavam de noite para dormir de dia. Não eram nem mesmo dignos de depor como testemunhas em tribunais. Mas quando ouviram a mensagem do Natal, deixaram imediatamente suas ovelhas no campo e foram adorar Jesus. Sofreram uma transformação profunda, que de pastores de ovelhas, indignos de crédito passaram a testemunhas de Jesus, anunciando a todos o que estava acontecendo. Pessoas que entenderam o sentido do Natal, que transforma a vida daquele que assim o quer. Que não é religião institucionalizada, mas vida abundante. Que não vem para tomar o domínio pessoal de ninguém, mas para oferecer uma troca por um jugo leve e um fardo suave.
Talvez algumas pessoas da igreja acreditam que o Natal é pagão, porque os Cristãos de hoje são pagãos. É como a mãe que vê seu filho usando cocaína e culpa Deus por ter criado a planta de Coca na natureza, ou o traficante que processa essa planta para a produção de pó, mas não consegue ver que o problema está no filho.
Para despaganizar as pessoas não adianta proibir o Natal, porque o paganismo está dentro de cada pessoa. Como nos ensinou Jesus ao ser recriminado por não lavar as mãos, o que contamina o homem não é o que está no mundo exterior, mas aquilo que está dentro dele. Para despaganizar as pessoas é necessário que haja um Natal dentro de cada uma, porque “a Luz resplandece nas Trevas”.
Despaganize-se.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Igreja e a Política

Dois amigos meus me enviaram um vídeo sobre um pastor de Curitiba falando acerca de como a Igreja deveria votar nessa eleições, além de um artigo da posição da CNBB (não sei se real ou se forjado, não pesquisei) sobre o assunto, ambos criticando o PT e alguns projetos de lei que estão tramitando no Congresso que tratam da legalização do aborto, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, facilitando o divórcio entre outras coisas. Vou dizer o que penso.

Não acho que a igreja deve tomar uma posição oficial sobre questões de política, nem a favor nem contra. Isso porque segundo a Bíblia a política vai ficar cada vez pior e as pessoas que vão assumir vão tomar o mesmo rumo. Não importa qual partido político vai assumir.

Sou contra todas as políticas adotadas pelo PT, sou contra aborto, casamento homossexual, divórcio, pesquisas com células tronco embrionárias etc, porque vejo que à luz da Bíblia todas essas coisas são pecados e chateiam a Deus, mas acho que o papel da igreja é ensinar as pessoas a não fazer essas coisas, ao invés de militar politicamente contra essas leis. O país, que não tem parte com Deus mas jaz no maligno, como o resto do mundo, está no papel dele de criar essas leis. O dever da Igreja é ensinar às pessoas para que, mesmo que as leis aprovem tais práticas, não usem da permissão da lei para praticá-las.

Que adianta uma mulher não fazer aborto por causa da lei, mas no seu coração odiar o filho? A igreja deve ensinar a mãe a amar o filho desde a gestação. Que adianta não legalizar o casamento gay, mas os homossexuais continuarem se relacionando homossexualmente? A igreja deve ensinar à pessoa como sair dessa prática ao invés de hostilizá-lo, aliás, fato esse comum no meio preconceituoso evangélico, que normalmente só consegue amar aqueles pecadores que se parecem com ele. Somos hipócritas quando toleramos uma mentira ou a glutonaria (pecados segundo a bíblia) mas hostilizamos o homossexual ou o adúltero, porque sabemos que estamos mais suscetíveis a cometer aqueles pecados que esses e hipocritamente assumimos o lugar de Deus para Julgarmos, ao invés de amarmos o pecador e oferecer a Graça de Deus para eles. Que adianta não facilitar o divórcio e marido e mulher viverem como inimigos dentro de casa para sempre? A Igreja deve ensinar ambos a se amarem e respeitarem. Um verdadeiro Cristão, ensinado pela Igreja e temente a Deus, nunca vai abortar, casar com uma pessoa do mesmo sexo banalizar o casamento e aproveitar-se do divórcio, mesmo que a lei permita.

O papel da igreja é pregar o evangelho e orar pelo país para que as pessoas se convertam. Quando vejo as estatísticas sobre aborto clandestino percebo que percentualmente, muitos cristãos evangélicos tem praticado o aborto, mesmo que esse é contra a lei. Onde está a Igreja hoje, que o aborto ainda é proibido? Porque não está amparando as mulheres que passam por esse problema e cedem ao pecado por razões diversas? Filhas de pastores que às vezes por sua iniciativa, às vezes por incentivo do próprio pai abortam, pois sabem que a Igreja tem pedras à mão prontas para atirarem nas mães solteiras e desmoralizar ministérios por causa da valoração arbitrária e hipócrita dos pecados. Quem disse que ser mãe solteira é pior que sonegar imposto, levar vantagem ilícita em negócios comerciais, ou até mesmo comer mais que o necessário em uma refeição prazeirosa?

A Inglaterra puritana do séc. XVII foi quase toda pro inferno, apesar de ser regida por leis cristãs. Os Judeus que viviam na época de Jesus foram quase todos pro inferno, mesmo sendo regidos pela própria bíblia como lei. A solução de nossos problemas não está na eleição deste ou daquele candidato ou deste ou daquele partido, como freneticamente recebo e-mails, desde ponderações políticas sábias como a do pastor de Curitiba, até apelações sobre satanistas no poder? Acaso os satanistas não estão no poder desde sempre? Desde Ninrode, ou os Faraós, ou Nabucodonozor, ou os próprios "Sacerdotes de Deus" que Ezequiel viu fazendo rituais satânicos nos porões do Templo de Deus, ou os Césares, ou os postuladores da independência dos EUA, quase todos maçons, ou nossos governantes anteriores e atuais que mentem (Jesus disse que o pai deles é o diabo), que roubam, e governam o país e o mundo rumando para o clímax bíblico do Apocalipse? Qual a diferença senão uma manifestação de histeria ou hipocrisia da Igreja que abandonou sua missão e tomada por um vazio existencial atira para todos os lados?

É preciso mudar a lei interna dos corações das pessoas, pelo poder do Evangelho.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Igreja, Por quê?

Já se vão cerca de 1.980 anos de existência da Igreja no mundo, dos quais 1.971 anos sem a existência da Igreja que pastoreio atualmente, a Betânia de São Leopoldo. Escrevi originalmente esse artigo para o boletim informativo da Igreja que pertencia antes e resolvi postar essas reflexões. Minha Igreja precisa ser relevante, assim como cada Igreja que existe hoje, e fazer a diferença na sociedade hoje.
O propósito da Igreja de existir é salvar as almas das pessoas, proporcionando treinamento e cuidado para os crentes, para que crentes saudáveis possam produzir outros crentes e assim cumprir a missão da Igreja. Como já escrevi anteriormente, o único propósito que temos de viver na terra é para levarmos a palavra para quem ainda não tem. Porque caso contrário já teríamos sido retirados da terra. Assim, podemos começar a pensar estamos cumprindo nossa missão?
Passamos por um momento de profunda crise na Igreja Evangélica no Brasil, podemos observar isso com a reportagem de capa da revista Época da semana passada sobre a nova reforma protestante. Lendo a reportagem fiquei triste porque apenas demonstrou o esfacelamento da igreja. Vivemos um tempo em que a maior parte da igreja evangélica está vivendo para satisfazer as necessidades carnais humanas.
De um lado temos igrejas, como a Universal e adjacentes, que pregam que Jesus quer fazer você prosperar financeiramente. Crente vencedor é crente rico. Outras igrejas pregam que Jesus quer curar você e promovem um Show da Fé para isso, ou demonstrações de hipnotismo coletivo e manipulações das pessoas em busca disso. Crente vencedor é crente saudável. Temos ainda um movimento mais forte que está sendo conduzido pelo Silas Malafaia que é o da auto-ajuda. Essas igrejas buscam melhorar a vida das pessoas através de palavras de sabedoria extraídas da Bíblia, no melhor estilo Seicho-No-Iê, promovendo a busca pela felicidade humana, o EU sendo exaltado, e o verdadeiro evangelho sendo deixado de lado. Há ainda as igrejas que promovem shows “gospel” de “adoração” gastando (e ganhando) rios de dinheiro para entreter os evangélicos que ficam tristes porque não podem mais ir a shows de música secular (acho pior a igreja proibir e fazer isso).
Algumas pessoas pensadoras da Igreja moderna, vendo esses absurdos cometidos por líderes e igrejas evangélicas procuram de alguma forma a reforma da igreja evangélica, porém agindo de maneira descoordenada, cada um a sua maneira vão criando novos modelos de igrejas, afirmando que esse sim é o que Jesus queria.
Quando leio o evangelho, observo que Jesus queria uma Igreja que amasse como Ele amava. Simples e complexo ao mesmo tempo. Simples porque toda a Bíblia foi resumida no Amor. Complexo porque não é um amor humano, que temos contato com ele naturalmente, mas um Amor que vem de Deus e sem ele, não podemos agir da maneira como Jesus deseja.
Fazendo um pequeno e simples resumo desse Amor, vejo que ele se subdivide em duas partes. A primeira é amar a Deus sobre todas as coisas. A segunda é amar o outro como Cristo me amou. Jesus me amou a ponto de abrir mão de toda sua riqueza, saúde, bem-estar, Poder, Divindade, para viver uma vida difícil, cheio de privações, tentações, desilusões, frustrações e uma morte terrível, simplesmente porque me amava e sabia que esse era o único modo de me salvar.
Então se eu quero viver uma igreja no modelo de Jesus, eu tenho que Amar e demonstrar esse Amor na prática, salvando almas e discipulando as almas salvas. Infelizmente a mensagem que muitas vezes é pregada não é suficiente para salvar. Pregamos que “Jesus te ama e quer te curar”. “Jesus te ama e tem solução para esse seu problema”. Mas esquecemos de apresentar o velho plano de salvação que diz que “Jesus te ama, mas você está indo pro inferno, então se não se arrepender dos seus pecados, buscar o perdão de Deus e passar a ter uma vida COMPLETAMENTE dedicada a Deus e suas decisões forem favoráveis a Ele e Seu Reino, mesmo que você agora viva doente e pobre, você não poderá experimentar esse Amor”.
Isso é o papel da Igreja. Chega de inventar novos modelos de organização de igreja, ou novos moveres, ou novas unções (a única que conheço é-nos apresentada em I João sendo aquela unção que faz com que eu entenda a bíblia, para vivê-la). Chega dessas falsidades imorais e mentiras sustentadas para se dar uma idéia de espiritualidade.
A Igreja só fará diferença, só será relevante, se estiver pregando o evangelho para os de fora e propiciando um ambiente saudável de Fé genuína e oportunidades para cada crente viver uma vida completamente devotada a Deus. Paulo teve pouco mais de 20 anos de ministério ativo, mas “transtornou o mundo”. A Igreja Católica tem cerca de 1.900 anos de existência, e colocando na balança suas atitudes, deixou a desejar. Temos que viver um tempo aproveitável em cada dia, para termos motivo de comemorar cada ano de existência da Igreja Betânia como “anos aceitáveis ao SENHOR”.
Voltemos ao Evangelho

Pr. Matheus Abrahão

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Soberania de Deus

I Samuel 24:1 - "Tornou a ira do SENHOR a acender-se contra os israelitas, e Ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, levanta o censo de Israel e Judá."

I Crônicas 21:1 - "Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel."

Essas duas passagens bíblicas podem parecer contraditórias. Trata da mesma história e na continuação da leitura de ambos os capítulos percebe-se o mesmo desfecho. Entretanto não há contradição nas passagens, mas sim a revelação da Soberania de Deus.

O objetivo de levantar censo era de contar o número de pessoas aptas em lutar nas guerras, para que o Rei soubesse o seu poderio militar. No entanto, Deus, na lei de Moisés, havia proibido que os filhos de Israel levantassem censo, uma vez que esses deveriam confiar em Deus para dar-lhes a vitória em suas batalhas, não no número de seu exército. Assim, levantar o censo era uma atitude de falta de fé em Deus e em Seu livramento.

Mas a questão é: Quem incitou Davi para levantar o censo, Deus ou Satanás?

Na Bíblia encontramos algumas passagens aparentemente paradoxais, mas é apenas uma questão de ponto de vista. Os autores bíblicos escreveram debaixo de inspiração direta do Espírito Santo, ora por revelação, ora por observação e documentação dos fatos vividos.
Quando escreviam por revelação de Deus, o ponto de vista era o de Deus, escreviam o fato da maneira que Deus via a história, infinita e ilimitadamente. Quando escreviam por observação ou documentação de fatos históricos, o ponto de vista era humano, portanto limitado aos fatos, consequencias mas dificilmente vislumbravam as causas dos acontecimentos.

No livro de Samuel o escritor é o profeta Gade, o segundo sucessor de Samuel, e como vidente (II Crônicas 29:25), entendia a história do ponto de vista de Deus. Já Esdras, escriba (historiador), relatou o mesmo fato sob o ponto de vista histórico, humano terrestre.

Deus é soberano e controla todos os acontecimentos, fazendo com que no final tudo redunde em Sua Glória. Claro que Deus não deseja que ninguém peque, nem tem prazer no pecado, mas Ele usa até mesmo as falhas humanas para ser Glorificado e Seu propósito final ser alcançado. Quem tem prazer no pecado do homem é Satanás, por isso o agente imediato da ação de Davi é relatado como sendo o Diabo. No entanto, Deus em Sua Soberania, usou o próprio Diabo (que também é servo de Deus) para cumprir seus desígnios. À semelhança de , Deus usa até mesmo o Diabo para tratar com Seu povo, mas no fim Deus é glorificado. A mesma situação já está decretada no livro de Apocalipse, mas não trataremos disso agora.

Na conclusão da história, Davi compra a eira de Araúna, um estrangeiro que contaminava a terra, edifica ali um altar e adora a Deus. Neste mesmo lugar, cerca de vinte anos depois Salomão constrói o maior monumento à Glória de Deus já erguido na Terra, o Templo de Salomão.

Podemos aprender com essa história que Deus sempre é glorificado. Por Sua Soberania, Ele faz com que tudo concorra para sua Glória. Todos nós certamente seremos usados como instrumentos para a Glória de Deus, pois foi precisamente para isso que ele criou o Ser Humano. Porém, podemos ser usado como foi Davi no primeiro momento, recebendo a punição de Deus por seus atos, de maneira que sofreu com isso, ou podemos escolher glorificar a Deus de nossa própria vontade, e termos prazer com isso, como fez Davi após seu arrependimento.

Qual é sua escolha?