“Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio” Eclesiastes 7.8
O fim de ano traz consigo a mística da renovação, da oportunidade de fazer novas coisas e coisas novas. Carrega a esperança de que aquilo que não foi bom nesse ano será no próximo. Ainda que psicologicamente, traz a sensação de que tenho forças novamente para mudar situações, melhorar relacionamentos, aprimorar minha vida espiritual.
No entanto, às vezes passasse ano após ano, sem que essas mudanças realmente se concretizem. Não raro, muitas coisas que consideramos importantes em nossas vidas se deterioram com o tempo. Nossos relacionamentos esfriam, nossa vida espiritual deteriora (e achamos que é a perda do “primeiro amor”), nossas emoções chegam a níveis preocupantes, trazendo consigo estresse e depressão.
Salomão nos convida a olhar para trás, antes de olhar para frente. O que planejamos no início deste ano que não deu certo? O que prometemos e não cumprimos? Quais expectativas não foram supridas? E o mais importante, por quê?
Antes de renovar suas expectativas, suas promessas, suas proposições para o novo ano, faça uma reflexão sobre o ano que se passou. Avalie suas conquistas e também suas perdas. Encontre os motivos por trás de cada uma delas. Avalie suas motivações em fazer ou deixar de fazer. Sobretudo, analise as Obras de Deus em sua vida esse ano. Pode ser que algumas coisas não deram certas porque não eram da Sua Soberana vontade, e outras porque você não buscou Sua vontade em primeiro lugar.
Então, renove suas esperanças e faça do próximo ano um ano melhor!
Pr. Matheus Abrahão — em Igreja Betânia
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Convertidos a Cristo ou ao Céu?
Rm 8.1 – “Agora pois, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”

Falar sobre motivações é algo extremamente difícil em alguns casos, como o da conversão. Isso porque várias são as circunstâncias que nos levam a tomar as decisões que tomamos.
Muitas vezes, um dos argumentos que leva uma pessoas a pensar um pouco mais sobre Deus, é a possibilidade de passar uma eternidade no inferno. E há algumas pessoas que passam parte da vida (ou até mesmo toda ela) na igreja, ou seguindo algum preceito religioso com medo de ir para o inferno caso falhem em alguma coisa.
Com freqüência, quando ensino sobre alguma coisa escuto perguntas como “se não fizer isso vou para o inferno?” ou “conheço alguém que não viveu assim, ela foi para o inferno”. Assim, muitas vezes o medo é a mais forte motivação para fazer ou deixar de fazer algo quando o assunto é Bíblia.
No entanto, não vemos esse tipo de sentimento sendo estimulado na Bíblia, pelo contrário, o sentimento é sempre o de encorajamento, de Amor, de estímulos ao louvor e adoração a Deus.
A Bíblia é muito clara em afirmar que Deus não deseja que ninguém vá para o inferno, que foi criado para o diabo e seus anjos. Mas também é clara em afirmar sua existência e realidade.
Assim, a pergunta é: Você se converteu a Cristo ou ao Céu? Quero dizer, você se converteu às verdades ensinada por Cristo e sua motivação é Amá-Lo e Adorá-Lo por quem ele é e faz, ou sua motivação é escapar do inferno?
No texto que citei acima, Paulo desenvolve um raciocínio onde mostra que o salvo não precisa ter medo, a julgar pelo final do capítulo, de absolutamente nada, porque nada pode nos separar do Amor de Deus, em Cristo Jesus.
Nosso chamado não é para nos convertermos a um lugar, mas a uma pessoa, Jesus. É preciso verificar interiormente quais as motivações te fazem trilhar o caminho da salvação.
Medo do inferno fará com que você ofereça o mínimo necessário para sua salvação, adoração a Deus fará com que você dê o seu máximo; medo do inferno fará com que seus pensamentos sejam sempre de “isso leva pro inferno?”, Amor a Deus fará você pensar “Deus ficará feliz ou triste com essa atitude?”; medo do inferno te leva a uma vida de inseguranças e incertezas, compreensão de Deus te leva a uma vida da segurança que diz: “ainda que eu ande no vale da sombra da morte, não temerei...”; medo do inferno faz com que o simples pensamento de estar lá te cause calafrios, confiança em Deus te faz declarar “se faço a minha cama no Sheol ( traduzida em nossas bíblias como abismo, mas uma referência ao infernos) ali estás também”;
O medo do inferno te leva para o inferno, porque “o verdadeiro Amor lança fora todo medo” e Deus não quer ter alguém eternamente consigo apenas porque lá é o lugar menos pior para se estar, mas porque não há outra pessoa a se adorar, senão o próprio Deus.
Essa reflexão serve para que você olhe para dentro por um momento. E se você encontrar em si o medo, não entre em pânico e tenha “medo do medo”, mas busque compreender o evangelho de Cristo verdadeiramente, e você descobrirá que a partir dessa consciência os sentimentos que surgirão em você serão os melhores possíveis. Amor, Alegria, Paz, Benignidade, Bondade, Longanimidade, Fidelidade, Mansidão, Domínio Próprio, e outros sentimentos semelhantes é só o que você experimentará a partir de então.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Um desafio para o RS
Conheça um pouco mais do Projeto Tchê!
http://www.betania.teo.br/paginas/igreja/projeto_tche
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Raiz de Amargura
Texto: Hebreus 12:14-17
"Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da Graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a benção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado."
Normalmente quando lemos a Bíblia, já lemos com conceitos pré-determinados relacionados a doutrinas, ou significado de conceitos ou palavras. Assim, quando fazemos uma leitura sem questionarmos o que estamos lendo em seu real significado, aplicamos nosso entendimento e com base nisto, definimos o que cremos e como vivemos.
Além disso, muita coisa que acreditamos nos foi dito ou ensinado por alguém que confiamos, mas poucas coisas são verificadas à luz das escrituras, seja devido à idéia de que ler a Bíblia é difícil, ou ainda pela preguiça que os cristãos hoje tem de estudar a Bíblia. É sabido, devido às várias pesquisas da SBB que pouquíssimos cristãos lêem a Bíblia. Outro dia vi uma pesquisa que apenas 51% dos pastores leram a Bíblia toda. Se imaginarmos que muitos devem ter tido vergonha de dizer que não leram, podemos imaginar que esse número é maior. Imagina como fica isso relacionado com os Cristãos comuns.
Mais um problema! Devido ao sentimento antinomista que existe dentro da Igreja, ou seja, de que o Antigo Testamento perdeu seu valor e agora devemos viver única e exclusivamente voltados para o Novo Testamento, muitas vezes as pessoas ao ler o Novo Testamento deparam-se com passagens que são referências diretas ao Antigo Testamento, mas como não leram ou não prestaram atenção, começam a dar suas próprias interpretações pessoais sobre o assunto. É o caso dessa passagem.
Passei muito tempo da minha vida cristã acreditando em duas coisas erradas, que foram corrigidas de uma vez quando estudei a passagem que transcrevi acima. A primeira crença que tinha era a de que a expressão "raiz de amargura" significava algo relacionado com mágoa, rancor, normalmente gerada por falta de perdão que "amargurava" a pessoa. Claro que esse entendimento é razoável, em vista do significado da palavra amargura hoje, sempre relacionado com algo próxima a depressão.
A segunda crença era que caso uma pessoa se convertesse ao Senhor Jesus e posteriormente se afastasse do caminho, voltando a suas antigas práticas, caso estivesse no leito de morte, poderia se arrepender de tudo e ser salvo. Assim, já ouvi algumas pessoas, em tom jocoso, afirmarem que vão viver um pouco à sua própria maneira, e depois se voltarão para Deus, certamente com a intenção de não irem pro inferno.
As passagens do livro de Hebreus que dizem que não há perdão ou lugar de arrependimento (são três ao todo, nos capítulos 6, 10 e 12) sempre me incomodaram, por contrastar com a idéia cristã de perdão incondicional e à vontade. Também idéia de que a blasfêmia contra o Espírito Santo seria o único pecado sem perdão, o pecado imperdoável ou o pecado para a morte, me fazia entender que o resto tinha sempre e quanto quisesse.
No entanto, lendo a passagem de Deuteronômio que vou descrever abaixo, entendi as implicações do texto de Hebreus. Diz assim Deuteronômio 29:18-20:
"...para que, entre vós, não haja homem, nem mulher, nem família, nem tribo cujo coração, hoje, se desvie do SENHOR, nosso Deus, e vá servir aos deuses destas nações; para que não haja entre vós raiz que produza erva venenosa e amarga, ninguém que, ouvindo as palavras dessa maldição, se abençoe no seu íntimo, dizendo: 'Terei paz, ainda que ande na perversidade do meu coração, para acrescentar à sede a bebedice'. O SENHOR não lhe quererá perdoar; antes, fumegará a ira do SENHOR e o seu zelo sobre tal homem, e toda a maldição escrita neste livro jazerá sobre ele; e o SENHOR lhe apagará o nome de debaixo do céu."
Analisando a passagem que o Autor do livro de Hebreus tinha em mente, observamos uma advertência expressa, que o SENHOR não quer perdoar determinadas atitudes. Quais? As atitudes de agir segundo sua própria perversidade, segundo seu próprio conselho, e acreditar que será salvo pela "Graça", entendendo que pode pecar a vontade que depois é só pedir perdão, essa é chamada por Moisés de "raiz que produz erva venenosa e amarga", a Raiz de Amargura que o escritor de Hebreus alude.
Raiz de Amargura não tem nenhum significado relacionado com mágoa, angústia, ou rancor gerado por falta de perdão ao próximo, mas significa o padrão de pensamento que posso pecar e depois é só pedir perdão que Deus me perdoa.
É importante notar que em Hebreus temos uma advertência sobre cuidar para não se separar da Graça de Deus. A Graça de Deus é ampla e suficiente para perdoar os pecados do homem, quantas vezes forem necessárias e o mesmo pecado se repetido várias vezes. Mas a idéia de "passar a perna" em Deus, muitas vezes ocorre na mente de alguns Cristãos. A idéia mesmo que camuflada de, "ah, vou cometer esse pecado um pouco, porque só vou ter essa oportunidade, mas depois me arrependo" "vou participar desse negócio escuso, desse furto aqui na empresa, mas depois que não tiver mais essa oportunidade eu arrependo", ou ainda " vou viver na igreja mas também no pecado, e quando estiver perto da morte, no leito de morte, peço perdão e serei perdoado".
Esse pensamento é maligno e satânico, porque tem levado muitas pessoas pro inferno, que com essa filosofia muitas vezes morrem até sem culpa, já que essa é subjacente, depende de conceitos que cada um possui, mas tem uma grande surpresa do outro lado. A Bíblia relata muitas passagens onde as pessoas encontram Jesus do outro lado e dizem "Senhor, curei as pessoas, expulsei os demônios, fiz milagres em Seu nome", mas ouvirão de Jesus "nunca conheci vocês, não sei quem são". É grande o número de pessoas que morrem baseadas em uma falsa crença de salvação, em um conceito libertino da Graça de Deus.
O perdão de Deus é oferecido de Graça a todos, mas de Deus não se zomba. O Autor de Hebreus termina a passagem que citamos com um exemplo de Esaú, que buscou perdão com lágrimas, mas foi rejeitado, porque adotou esse padrão de comportamento.
De fato o alerta de Hebreus é real e atual. Cuide, com diligência, para que não seja separado da Graça de Deus, porque isso pode acontecer. E, acontecendo, todos os seus benefícios, inclusive o perdão, são retirados.
Se você está vivendo assim em alguma área de sua vida, pare. Humilhe-se diante de Deus, peça perdão, arrependa-se enquanto você ainda pode pecar e escolher parar de pecar, por Amor a Deus, por arrependimento sincero, não por medo do inferno a beira da morte, quando essa realidade se torna nítida ao moribundo. Não chegue a esse nível, para que a Graça de Deus superabunde em sua vida, nos pecados que você já cometeu, sem essa malícia diabólica de enganar a Deus, de aproveitar essa vida ímpia e depois invocar a cláusula da Graça diante do tribunal divino, porque "horrível coisa é cair nas mãos do Deus Vivo".
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Natal
Muitas coisas são escritas e ditas a respeito do Natal. Recebo muitos artigos pela internet trazendo informações históricas a respeito das origens pagãs do Natal.
Fazendo um breve resumo, o dia 25 de dezembro na cultura romana antiga era o dia dedicado ao deus Sol, já que a noite do dia 24 para 25 de dezembro é a noite mais longa do ano no hemisfério norte (no Brasil é o dia mais longo do ano), chamado de solstício de inverno. Eles comemoravam que, apesar da noite longa, o sol vencia as travas e renascia na manhã de 25 de dezembro. Haviam festas semelhantes em outras culturas, mas a origem do Natal Cristão é a cultura romana.
Quando o cristianismo tomou conta do império romano, os cristãos romanos alteraram então o foco da festa, mas mantiveram seu significado. Jesus, o Sol da Justiça, nasceu para vencer as longas trevas em que a humanidade estava imersa, como diz João, Ele era a Luz dos homens e a Luz resplandece nas trevas.
Dizer que comemorar o Natal no dia 25 é pecado, ou paganismo é superstição, acreditando que um dia específico tem uma maldição incubada. Também o argumento que os Testemunhas de Jeová usam, de que na bíblia somente os ímpios comemoravam aniversário, é absurdo. Todas as pessoas comemoravam aniversário, o que a bíblia relata é um acontecimento especial no aniversário de um ou outro.
É muito importante termos a consciência de que todas as vezes que afirmamos que algo que Deus não proibiu é pecado, nos fazemos legalistas. A Igreja estabeleceu um conceito errado de legalismo que nega a importância de parte da Bíblia, como Lei de Moisés, mas se enche de “leis gospeis”. Como se o evangelho não fosse suficiente, criam mais leis opressoras, que proíbem isso ou aquilo, pecando assim por tentar se fazer de Deus, o único que tem poder para estabelecer o que é ou não pecado, e já fez na Bíblia.
Jesus nasceu entre os meses de setembro/outubro, o mês judaico de Etanin, mas a bíblia não registra o dia. Sabemos disso baseado na história do nascimento de João Batista, uma dica que Lucas nos deixa em seu evangelho.
O Natal não é pagão. Mas também não é Cristão. Pessoas são pagãs ou Cristãs. O que torna o Natal uma data de pecado ou de benção é a maneira como cada um comemora o Natal.
Muitos separam o Natal para adorar Baco, o deus da festa. O Natal é o dia de reunir com família e amigos e comer. Espera-se ansiosamente a hora da ceia, para comer os deliciosos pratos tradicionais e passasse o dia seguinte comendo as sobras da janta natalina, mas Jesus fica de lado.
Muitos separam o Natal para adorar Baco, o deus da festa. O Natal é o dia de reunir com família e amigos e comer. Espera-se ansiosamente a hora da ceia, para comer os deliciosos pratos tradicionais e passasse o dia seguinte comendo as sobras da janta natalina, mas Jesus fica de lado.
Outros comemoram o Natal como dia de se adorar o deus Morpheus. Passa-se o dia descansando, dormindo, deitado assistindo televisão e feliz porque pode ficar sem fazer nada nesse dia.
Ainda há os que resolveram dedicar o dia de Natal ao deus Mamon. Esse é o dia de comprar presentes (ou vendê-los no caso dos comerciantes). Dia de gastar, de desorganizar as finanças do próximo ano inteiro com as dívidas Natalinas.
Há aqueles que reúnem todo o panteão. Esses acima citados realmente não deveriam comemorar o Natal, pois estão ofendendo a Deus com sua prática idólatra.
Mas há aqueles também que aproveitam o Natal para agradecer de maneira mais enfática a Jesus por sua vinda ao mundo. Que aproveitam a data tão sugestiva para anunciar a bondade de Jesus de se encarnar para iluminar nossa vida. Que cultuam a Deus nesse dia, celebrando com vivacidade, cores, luzes a dádiva mais preciosa para a humanidade que Deus realizou.
O Natal é época de refletirmos sobre como recebemos o nascimento de Jesus.
Como Herodes, que cria na Bíblia, até se cercava de teólogos para lhe informar sobre o que Deus iria fazer, e o dia que descobriu sobre o nascimento de Jesus, procurou matá-lo para não perder o reino. Herodes, como nós, tinha um reino, um espaço onde ele tomava decisões. E como muitos de nós, ao se sentir ameaçado em seus domínios, preferiu rejeitar Jesus, para que este não ameaçasse seu domínio. Tentamos matar Jesus quando ignoramos seu reino sobre todas as áreas de nossa vida.
Como os Magos do Oriente, que foram guiados por Deus até Jesus, reconheceram a Jesus como Rei (Ouro) Profeta (Mirra) e Sacerdote (Incenso). Entregaram a Jesus seus bens materiais (ouro) sua adoração (incenso) e reconheceram a morte vicária de Cristo (mirra). Mas apesar dessa profunda compreensão acerca de Jesus e de seu ministério. Apesar de crerem profundamente ao ponto de fazer uma viagem para visitá-lo, voltaram para o oriente e continuaram com suas artes ocultistas. Apesar de uma entrega de corpo e alma, não houve uma entrega espiritual. Não queriam viver Jesus. Adoraram com seus lábios, mas o coração continuava no oriente. Assim é a maioria de nós, que reconhecemos Jesus como ele é, sabemos sobre Sua importância, às vezes damos dízimos e ofertas, fazemos assistência social, vamos à igreja continuamente, cantamos todas as músicas do período de cânticos, ouvimos com atenção a palavra, mas Jesus não entra ao ponto de transformar radicalmente nosso ser, rasgar nosso coração ao ponto de entregarmos tudo a Ele. Voltamos a práticas que nos sentimos no direito de fazer, por sermos cristãos exemplares.
Ou podemos receber o Natal como os Pastores. Eram pessoas rejeitadas pela sociedade, não tinham vida social, trabalhavam de noite para dormir de dia. Não eram nem mesmo dignos de depor como testemunhas em tribunais. Mas quando ouviram a mensagem do Natal, deixaram imediatamente suas ovelhas no campo e foram adorar Jesus. Sofreram uma transformação profunda, que de pastores de ovelhas, indignos de crédito passaram a testemunhas de Jesus, anunciando a todos o que estava acontecendo. Pessoas que entenderam o sentido do Natal, que transforma a vida daquele que assim o quer. Que não é religião institucionalizada, mas vida abundante. Que não vem para tomar o domínio pessoal de ninguém, mas para oferecer uma troca por um jugo leve e um fardo suave.
Talvez algumas pessoas da igreja acreditam que o Natal é pagão, porque os Cristãos de hoje são pagãos. É como a mãe que vê seu filho usando cocaína e culpa Deus por ter criado a planta de Coca na natureza, ou o traficante que processa essa planta para a produção de pó, mas não consegue ver que o problema está no filho.
Para despaganizar as pessoas não adianta proibir o Natal, porque o paganismo está dentro de cada pessoa. Como nos ensinou Jesus ao ser recriminado por não lavar as mãos, o que contamina o homem não é o que está no mundo exterior, mas aquilo que está dentro dele. Para despaganizar as pessoas é necessário que haja um Natal dentro de cada uma, porque “a Luz resplandece nas Trevas”.
Despaganize-se.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A Igreja e a Política
Dois amigos meus me enviaram um vídeo sobre um pastor de Curitiba falando acerca de como a Igreja deveria votar nessa eleições, além de um artigo da posição da CNBB (não sei se real ou se forjado, não pesquisei) sobre o assunto, ambos criticando o PT e alguns projetos de lei que estão tramitando no Congresso que tratam da legalização do aborto, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, facilitando o divórcio entre outras coisas. Vou dizer o que penso.
Não acho que a igreja deve tomar uma posição oficial sobre questões de política, nem a favor nem contra. Isso porque segundo a Bíblia a política vai ficar cada vez pior e as pessoas que vão assumir vão tomar o mesmo rumo. Não importa qual partido político vai assumir.
Sou contra todas as políticas adotadas pelo PT, sou contra aborto, casamento homossexual, divórcio, pesquisas com células tronco embrionárias etc, porque vejo que à luz da Bíblia todas essas coisas são pecados e chateiam a Deus, mas acho que o papel da igreja é ensinar as pessoas a não fazer essas coisas, ao invés de militar politicamente contra essas leis. O país, que não tem parte com Deus mas jaz no maligno, como o resto do mundo, está no papel dele de criar essas leis. O dever da Igreja é ensinar às pessoas para que, mesmo que as leis aprovem tais práticas, não usem da permissão da lei para praticá-las.
Que adianta uma mulher não fazer aborto por causa da lei, mas no seu coração odiar o filho? A igreja deve ensinar a mãe a amar o filho desde a gestação. Que adianta não legalizar o casamento gay, mas os homossexuais continuarem se relacionando homossexualmente? A igreja deve ensinar à pessoa como sair dessa prática ao invés de hostilizá-lo, aliás, fato esse comum no meio preconceituoso evangélico, que normalmente só consegue amar aqueles pecadores que se parecem com ele. Somos hipócritas quando toleramos uma mentira ou a glutonaria (pecados segundo a bíblia) mas hostilizamos o homossexual ou o adúltero, porque sabemos que estamos mais suscetíveis a cometer aqueles pecados que esses e hipocritamente assumimos o lugar de Deus para Julgarmos, ao invés de amarmos o pecador e oferecer a Graça de Deus para eles. Que adianta não facilitar o divórcio e marido e mulher viverem como inimigos dentro de casa para sempre? A Igreja deve ensinar ambos a se amarem e respeitarem. Um verdadeiro Cristão, ensinado pela Igreja e temente a Deus, nunca vai abortar, casar com uma pessoa do mesmo sexo banalizar o casamento e aproveitar-se do divórcio, mesmo que a lei permita.
O papel da igreja é pregar o evangelho e orar pelo país para que as pessoas se convertam. Quando vejo as estatísticas sobre aborto clandestino percebo que percentualmente, muitos cristãos evangélicos tem praticado o aborto, mesmo que esse é contra a lei. Onde está a Igreja hoje, que o aborto ainda é proibido? Porque não está amparando as mulheres que passam por esse problema e cedem ao pecado por razões diversas? Filhas de pastores que às vezes por sua iniciativa, às vezes por incentivo do próprio pai abortam, pois sabem que a Igreja tem pedras à mão prontas para atirarem nas mães solteiras e desmoralizar ministérios por causa da valoração arbitrária e hipócrita dos pecados. Quem disse que ser mãe solteira é pior que sonegar imposto, levar vantagem ilícita em negócios comerciais, ou até mesmo comer mais que o necessário em uma refeição prazeirosa?
A Inglaterra puritana do séc. XVII foi quase toda pro inferno, apesar de ser regida por leis cristãs. Os Judeus que viviam na época de Jesus foram quase todos pro inferno, mesmo sendo regidos pela própria bíblia como lei. A solução de nossos problemas não está na eleição deste ou daquele candidato ou deste ou daquele partido, como freneticamente recebo e-mails, desde ponderações políticas sábias como a do pastor de Curitiba, até apelações sobre satanistas no poder? Acaso os satanistas não estão no poder desde sempre? Desde Ninrode, ou os Faraós, ou Nabucodonozor, ou os próprios "Sacerdotes de Deus" que Ezequiel viu fazendo rituais satânicos nos porões do Templo de Deus, ou os Césares, ou os postuladores da independência dos EUA, quase todos maçons, ou nossos governantes anteriores e atuais que mentem (Jesus disse que o pai deles é o diabo), que roubam, e governam o país e o mundo rumando para o clímax bíblico do Apocalipse? Qual a diferença senão uma manifestação de histeria ou hipocrisia da Igreja que abandonou sua missão e tomada por um vazio existencial atira para todos os lados?
É preciso mudar a lei interna dos corações das pessoas, pelo poder do Evangelho.
Não acho que a igreja deve tomar uma posição oficial sobre questões de política, nem a favor nem contra. Isso porque segundo a Bíblia a política vai ficar cada vez pior e as pessoas que vão assumir vão tomar o mesmo rumo. Não importa qual partido político vai assumir.
Sou contra todas as políticas adotadas pelo PT, sou contra aborto, casamento homossexual, divórcio, pesquisas com células tronco embrionárias etc, porque vejo que à luz da Bíblia todas essas coisas são pecados e chateiam a Deus, mas acho que o papel da igreja é ensinar as pessoas a não fazer essas coisas, ao invés de militar politicamente contra essas leis. O país, que não tem parte com Deus mas jaz no maligno, como o resto do mundo, está no papel dele de criar essas leis. O dever da Igreja é ensinar às pessoas para que, mesmo que as leis aprovem tais práticas, não usem da permissão da lei para praticá-las.
Que adianta uma mulher não fazer aborto por causa da lei, mas no seu coração odiar o filho? A igreja deve ensinar a mãe a amar o filho desde a gestação. Que adianta não legalizar o casamento gay, mas os homossexuais continuarem se relacionando homossexualmente? A igreja deve ensinar à pessoa como sair dessa prática ao invés de hostilizá-lo, aliás, fato esse comum no meio preconceituoso evangélico, que normalmente só consegue amar aqueles pecadores que se parecem com ele. Somos hipócritas quando toleramos uma mentira ou a glutonaria (pecados segundo a bíblia) mas hostilizamos o homossexual ou o adúltero, porque sabemos que estamos mais suscetíveis a cometer aqueles pecados que esses e hipocritamente assumimos o lugar de Deus para Julgarmos, ao invés de amarmos o pecador e oferecer a Graça de Deus para eles. Que adianta não facilitar o divórcio e marido e mulher viverem como inimigos dentro de casa para sempre? A Igreja deve ensinar ambos a se amarem e respeitarem. Um verdadeiro Cristão, ensinado pela Igreja e temente a Deus, nunca vai abortar, casar com uma pessoa do mesmo sexo banalizar o casamento e aproveitar-se do divórcio, mesmo que a lei permita.
O papel da igreja é pregar o evangelho e orar pelo país para que as pessoas se convertam. Quando vejo as estatísticas sobre aborto clandestino percebo que percentualmente, muitos cristãos evangélicos tem praticado o aborto, mesmo que esse é contra a lei. Onde está a Igreja hoje, que o aborto ainda é proibido? Porque não está amparando as mulheres que passam por esse problema e cedem ao pecado por razões diversas? Filhas de pastores que às vezes por sua iniciativa, às vezes por incentivo do próprio pai abortam, pois sabem que a Igreja tem pedras à mão prontas para atirarem nas mães solteiras e desmoralizar ministérios por causa da valoração arbitrária e hipócrita dos pecados. Quem disse que ser mãe solteira é pior que sonegar imposto, levar vantagem ilícita em negócios comerciais, ou até mesmo comer mais que o necessário em uma refeição prazeirosa?
A Inglaterra puritana do séc. XVII foi quase toda pro inferno, apesar de ser regida por leis cristãs. Os Judeus que viviam na época de Jesus foram quase todos pro inferno, mesmo sendo regidos pela própria bíblia como lei. A solução de nossos problemas não está na eleição deste ou daquele candidato ou deste ou daquele partido, como freneticamente recebo e-mails, desde ponderações políticas sábias como a do pastor de Curitiba, até apelações sobre satanistas no poder? Acaso os satanistas não estão no poder desde sempre? Desde Ninrode, ou os Faraós, ou Nabucodonozor, ou os próprios "Sacerdotes de Deus" que Ezequiel viu fazendo rituais satânicos nos porões do Templo de Deus, ou os Césares, ou os postuladores da independência dos EUA, quase todos maçons, ou nossos governantes anteriores e atuais que mentem (Jesus disse que o pai deles é o diabo), que roubam, e governam o país e o mundo rumando para o clímax bíblico do Apocalipse? Qual a diferença senão uma manifestação de histeria ou hipocrisia da Igreja que abandonou sua missão e tomada por um vazio existencial atira para todos os lados?
É preciso mudar a lei interna dos corações das pessoas, pelo poder do Evangelho.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Igreja, Por quê?
Já se vão cerca de 1.980 anos de existência da Igreja no mundo, dos quais 1.971 anos sem a existência da Igreja que pastoreio atualmente, a Betânia de São Leopoldo. Escrevi originalmente esse artigo para o boletim informativo da Igreja que pertencia antes e resolvi postar essas reflexões. Minha Igreja precisa ser relevante, assim como cada Igreja que existe hoje, e fazer a diferença na sociedade hoje.
O propósito da Igreja de existir é salvar as almas das pessoas, proporcionando treinamento e cuidado para os crentes, para que crentes saudáveis possam produzir outros crentes e assim cumprir a missão da Igreja. Como já escrevi anteriormente, o único propósito que temos de viver na terra é para levarmos a palavra para quem ainda não tem. Porque caso contrário já teríamos sido retirados da terra. Assim, podemos começar a pensar estamos cumprindo nossa missão?
Passamos por um momento de profunda crise na Igreja Evangélica no Brasil, podemos observar isso com a reportagem de capa da revista Época da semana passada sobre a nova reforma protestante. Lendo a reportagem fiquei triste porque apenas demonstrou o esfacelamento da igreja. Vivemos um tempo em que a maior parte da igreja evangélica está vivendo para satisfazer as necessidades carnais humanas.
De um lado temos igrejas, como a Universal e adjacentes, que pregam que Jesus quer fazer você prosperar financeiramente. Crente vencedor é crente rico. Outras igrejas pregam que Jesus quer curar você e promovem um Show da Fé para isso, ou demonstrações de hipnotismo coletivo e manipulações das pessoas em busca disso. Crente vencedor é crente saudável. Temos ainda um movimento mais forte que está sendo conduzido pelo Silas Malafaia que é o da auto-ajuda. Essas igrejas buscam melhorar a vida das pessoas através de palavras de sabedoria extraídas da Bíblia, no melhor estilo Seicho-No-Iê, promovendo a busca pela felicidade humana, o EU sendo exaltado, e o verdadeiro evangelho sendo deixado de lado. Há ainda as igrejas que promovem shows “gospel” de “adoração” gastando (e ganhando) rios de dinheiro para entreter os evangélicos que ficam tristes porque não podem mais ir a shows de música secular (acho pior a igreja proibir e fazer isso).
Algumas pessoas pensadoras da Igreja moderna, vendo esses absurdos cometidos por líderes e igrejas evangélicas procuram de alguma forma a reforma da igreja evangélica, porém agindo de maneira descoordenada, cada um a sua maneira vão criando novos modelos de igrejas, afirmando que esse sim é o que Jesus queria.
Quando leio o evangelho, observo que Jesus queria uma Igreja que amasse como Ele amava. Simples e complexo ao mesmo tempo. Simples porque toda a Bíblia foi resumida no Amor. Complexo porque não é um amor humano, que temos contato com ele naturalmente, mas um Amor que vem de Deus e sem ele, não podemos agir da maneira como Jesus deseja.
Fazendo um pequeno e simples resumo desse Amor, vejo que ele se subdivide em duas partes. A primeira é amar a Deus sobre todas as coisas. A segunda é amar o outro como Cristo me amou. Jesus me amou a ponto de abrir mão de toda sua riqueza, saúde, bem-estar, Poder, Divindade, para viver uma vida difícil, cheio de privações, tentações, desilusões, frustrações e uma morte terrível, simplesmente porque me amava e sabia que esse era o único modo de me salvar.
Então se eu quero viver uma igreja no modelo de Jesus, eu tenho que Amar e demonstrar esse Amor na prática, salvando almas e discipulando as almas salvas. Infelizmente a mensagem que muitas vezes é pregada não é suficiente para salvar. Pregamos que “Jesus te ama e quer te curar”. “Jesus te ama e tem solução para esse seu problema”. Mas esquecemos de apresentar o velho plano de salvação que diz que “Jesus te ama, mas você está indo pro inferno, então se não se arrepender dos seus pecados, buscar o perdão de Deus e passar a ter uma vida COMPLETAMENTE dedicada a Deus e suas decisões forem favoráveis a Ele e Seu Reino, mesmo que você agora viva doente e pobre, você não poderá experimentar esse Amor”.
Isso é o papel da Igreja. Chega de inventar novos modelos de organização de igreja, ou novos moveres, ou novas unções (a única que conheço é-nos apresentada em I João sendo aquela unção que faz com que eu entenda a bíblia, para vivê-la). Chega dessas falsidades imorais e mentiras sustentadas para se dar uma idéia de espiritualidade.
A Igreja só fará diferença, só será relevante, se estiver pregando o evangelho para os de fora e propiciando um ambiente saudável de Fé genuína e oportunidades para cada crente viver uma vida completamente devotada a Deus. Paulo teve pouco mais de 20 anos de ministério ativo, mas “transtornou o mundo”. A Igreja Católica tem cerca de 1.900 anos de existência, e colocando na balança suas atitudes, deixou a desejar. Temos que viver um tempo aproveitável em cada dia, para termos motivo de comemorar cada ano de existência da Igreja Betânia como “anos aceitáveis ao SENHOR”.
Voltemos ao Evangelho
Pr. Matheus Abrahão
Pr. Matheus Abrahão
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Soberania de Deus
I Samuel 24:1 - "Tornou a ira do SENHOR a acender-se contra os israelitas, e Ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, levanta o censo de Israel e Judá."
I Crônicas 21:1 - "Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel."
Essas duas passagens bíblicas podem parecer contraditórias. Trata da mesma história e na continuação da leitura de ambos os capítulos percebe-se o mesmo desfecho. Entretanto não há contradição nas passagens, mas sim a revelação da Soberania de Deus.
O objetivo de levantar censo era de contar o número de pessoas aptas em lutar nas guerras, para que o Rei soubesse o seu poderio militar. No entanto, Deus, na lei de Moisés, havia proibido que os filhos de Israel levantassem censo, uma vez que esses deveriam confiar em Deus para dar-lhes a vitória em suas batalhas, não no número de seu exército. Assim, levantar o censo era uma atitude de falta de fé em Deus e em Seu livramento.
Mas a questão é: Quem incitou Davi para levantar o censo, Deus ou Satanás?
Na Bíblia encontramos algumas passagens aparentemente paradoxais, mas é apenas uma questão de ponto de vista. Os autores bíblicos escreveram debaixo de inspiração direta do Espírito Santo, ora por revelação, ora por observação e documentação dos fatos vividos.
Quando escreviam por revelação de Deus, o ponto de vista era o de Deus, escreviam o fato da maneira que Deus via a história, infinita e ilimitadamente. Quando escreviam por observação ou documentação de fatos históricos, o ponto de vista era humano, portanto limitado aos fatos, consequencias mas dificilmente vislumbravam as causas dos acontecimentos.
No livro de Samuel o escritor é o profeta Gade, o segundo sucessor de Samuel, e como vidente (II Crônicas 29:25), entendia a história do ponto de vista de Deus. Já Esdras, escriba (historiador), relatou o mesmo fato sob o ponto de vista histórico, humano terrestre.
Deus é soberano e controla todos os acontecimentos, fazendo com que no final tudo redunde em Sua Glória. Claro que Deus não deseja que ninguém peque, nem tem prazer no pecado, mas Ele usa até mesmo as falhas humanas para ser Glorificado e Seu propósito final ser alcançado. Quem tem prazer no pecado do homem é Satanás, por isso o agente imediato da ação de Davi é relatado como sendo o Diabo. No entanto, Deus em Sua Soberania, usou o próprio Diabo (que também é servo de Deus) para cumprir seus desígnios. À semelhança de Jó, Deus usa até mesmo o Diabo para tratar com Seu povo, mas no fim Deus é glorificado. A mesma situação já está decretada no livro de Apocalipse, mas não trataremos disso agora.
Na conclusão da história, Davi compra a eira de Araúna, um estrangeiro que contaminava a terra, edifica ali um altar e adora a Deus. Neste mesmo lugar, cerca de vinte anos depois Salomão constrói o maior monumento à Glória de Deus já erguido na Terra, o Templo de Salomão.
Podemos aprender com essa história que Deus sempre é glorificado. Por Sua Soberania, Ele faz com que tudo concorra para sua Glória. Todos nós certamente seremos usados como instrumentos para a Glória de Deus, pois foi precisamente para isso que ele criou o Ser Humano. Porém, podemos ser usado como foi Davi no primeiro momento, recebendo a punição de Deus por seus atos, de maneira que sofreu com isso, ou podemos escolher glorificar a Deus de nossa própria vontade, e termos prazer com isso, como fez Davi após seu arrependimento.
Qual é sua escolha?
I Crônicas 21:1 - "Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel."
Essas duas passagens bíblicas podem parecer contraditórias. Trata da mesma história e na continuação da leitura de ambos os capítulos percebe-se o mesmo desfecho. Entretanto não há contradição nas passagens, mas sim a revelação da Soberania de Deus.
O objetivo de levantar censo era de contar o número de pessoas aptas em lutar nas guerras, para que o Rei soubesse o seu poderio militar. No entanto, Deus, na lei de Moisés, havia proibido que os filhos de Israel levantassem censo, uma vez que esses deveriam confiar em Deus para dar-lhes a vitória em suas batalhas, não no número de seu exército. Assim, levantar o censo era uma atitude de falta de fé em Deus e em Seu livramento.
Mas a questão é: Quem incitou Davi para levantar o censo, Deus ou Satanás?
Na Bíblia encontramos algumas passagens aparentemente paradoxais, mas é apenas uma questão de ponto de vista. Os autores bíblicos escreveram debaixo de inspiração direta do Espírito Santo, ora por revelação, ora por observação e documentação dos fatos vividos.
Quando escreviam por revelação de Deus, o ponto de vista era o de Deus, escreviam o fato da maneira que Deus via a história, infinita e ilimitadamente. Quando escreviam por observação ou documentação de fatos históricos, o ponto de vista era humano, portanto limitado aos fatos, consequencias mas dificilmente vislumbravam as causas dos acontecimentos.
No livro de Samuel o escritor é o profeta Gade, o segundo sucessor de Samuel, e como vidente (II Crônicas 29:25), entendia a história do ponto de vista de Deus. Já Esdras, escriba (historiador), relatou o mesmo fato sob o ponto de vista histórico, humano terrestre.
Deus é soberano e controla todos os acontecimentos, fazendo com que no final tudo redunde em Sua Glória. Claro que Deus não deseja que ninguém peque, nem tem prazer no pecado, mas Ele usa até mesmo as falhas humanas para ser Glorificado e Seu propósito final ser alcançado. Quem tem prazer no pecado do homem é Satanás, por isso o agente imediato da ação de Davi é relatado como sendo o Diabo. No entanto, Deus em Sua Soberania, usou o próprio Diabo (que também é servo de Deus) para cumprir seus desígnios. À semelhança de Jó, Deus usa até mesmo o Diabo para tratar com Seu povo, mas no fim Deus é glorificado. A mesma situação já está decretada no livro de Apocalipse, mas não trataremos disso agora.
Na conclusão da história, Davi compra a eira de Araúna, um estrangeiro que contaminava a terra, edifica ali um altar e adora a Deus. Neste mesmo lugar, cerca de vinte anos depois Salomão constrói o maior monumento à Glória de Deus já erguido na Terra, o Templo de Salomão.
Podemos aprender com essa história que Deus sempre é glorificado. Por Sua Soberania, Ele faz com que tudo concorra para sua Glória. Todos nós certamente seremos usados como instrumentos para a Glória de Deus, pois foi precisamente para isso que ele criou o Ser Humano. Porém, podemos ser usado como foi Davi no primeiro momento, recebendo a punição de Deus por seus atos, de maneira que sofreu com isso, ou podemos escolher glorificar a Deus de nossa própria vontade, e termos prazer com isso, como fez Davi após seu arrependimento.
Qual é sua escolha?
terça-feira, 11 de maio de 2010
Quando Deus é por nós
Romanos 8:28-31
"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo Seu propósito.
Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito de muitos irmãos.
E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.
Que diremos, pois, a vista dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?"
Nesse texto temos dois versículos usados no meio cristão em geral, por serem frases que nos animam, nos consolam em momentos difíceis, e nos trazem refrigério em tempos de angústia. E de fato o são. entretanto entre os versículos 18 e 31 temos outros dois versículos que podemos chamar de condicionantes. Na Bíblia encontramos muitas passagens assim, que condicionam a ação de Deus a uma atitude do homem.
O tema Predestinação é um assunto muito debatido Teologicamente ao longo dos séculos, tanto por judeus quanto por cristãos, desde os fariseus Hilel e Shamai, passando por Paulo, Agostinho, Pelágio, Tomás de Aquino, Calvino, Armínio, Wesley, Finney, e muitos outros. Alguns negam a existência da predestinação (confesso que já fiz isso, mas como negar se está escrito na bíblia?), outros atribuem a ela um caráter fatalista, anulando a livre ação do homem (posição essa incoerente com o restante dos ensinamentos das escrituras). Mas além dessas discussões, que podem ser saudáveis ou não, devemos olhar para o lado prático da predestinação.
O texto bíblico diz que "aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Sue Filho", e esse é o lado prático. Isso nos leva a refletir em outra questão: Quando Deus é por nós? De acordo com o texto, Deus é por nós, quando somos por Ele predestinados, e também nos ensina que aos que predestinou, a esses também chamou. Mas chamou para quê? No verso 28 diz que Ele nos predestinou, nos chamou, para andarmos segundo o Seu propósito, que revela logo em seguida que esse propósito é que sejamos conformes a imagem de Cristo.
Aqui está o segredo dessa passagem. Somos predestinado para vivermos uma vida idêntica à que Jesus viveu. Tomar a forma de Jesus é poder falar como Paulo "sede meus imitadores, como eu sou de Cristo". Agora, o mais interessante é que apesar de sermos predestinados a isso, ainda é uma escolha pessoal. Eu tenho que escolher ser predestinado, porque Deus já escolheu. A verdadeira predestinação nos aponta o Caminho que Deus deseja que sigamos, que já foi preparado por Ele para que andássemos. No entanto podemos fugir de nosso destino, por nosso livre-arbítrio.
Esse Caminho preparado por Deus é o Caminho onde "todas as coisas cooperam para o bem", e que ninguém pode ser "contra nós". Nesse Caminho TUDO dá certo, e em Deus encontramos a plena realização de tudo em nossa vida.
Então a pergunta é: Sou de fato Predestinado? Vivo eu no Caminho que Deus de "antemão preparou para que andássemos nele? (Efésios 2:10). Podemos responder a essa pergunta se olharmos, com sinceridade, para nossa vida, nossa prática, nossas atitudes, e vermos que agimos EXATAMENTE como Jesus agiu. Se você não consegue definir isso em sua vida, se há alguma dúvida, você encontrará na Bíblia o padrão que Jesus seguia e ensinava. Isso é ser de fato um filho de Deus.
Faça sua escolha, porque Deus já te escolheu. Ande no caminho que Deus preparou pra você. Seja um Predestinado, isso cabe a você escolher. Então você poderá, com toda a certeza, saber que Deus é por você, e ninguém poderá ser contra.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Quando Deus diz não
II Coríntios 12 : 7-10
"E para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.
Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
Então Ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.
Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte."
Talvez uma das piores coisas na vida de um cristão é ouvir um não de Deus. De fato, algumas orações feitas não são respondidas, e a Bíblia explica as razões, sejam elas por conta de pedidos egoístas, seja por pedidos fora da vontade de Deus. Mas não importa o motivo, ouvir um não de Deus nos incomoda.
Em meio às nossas orações, alguns pedidos são genéricos, não específicos, muitas vezes pedimos algumas coisas por obrigação como a "Paz em Jerusalém", ou ainda por pedido de algum irmão que nem conhecemos direito e oramos uma ou duas vezes e depois nem buscamos saber os resultados.
Entretanto, algumas coisas pedimos e realmente desejamos receber. São coisas que valorizamos muito, desejamos muito e, se não atendidos, ficamos realmente chateados.
Paulo era um homem que conhecia a mente de Deus e conhecia Sua vontade. Já tivera várias de suas orações atendidas por Deus. Já havia até mesmo visitado o céu ainda em vida. Ele nos conta que que havia algo em sua vida que o incomodava muito, causando-lhe inclusive dor, que ele denomina 'espinho na carne'. Há debate entre alguns Teólogos sobre o que podia ser esse espinho. Alguns pensam em algum tipo de doença, talvez nos olhos, outros pensam que era algum tipo de tentação forte em sua vida. Pessoalmente eu penso que podia ser algum tipo de culpa pelas perseguições que realizara contra a Igreja de Cristo, e que essas lembranças que o acusador lançava em sua mente fazia com que se chateasse muito, sofresse literalmente. Mas independente do que era, Paulo pediu que lhe fosse retirado e Deus disse não.
Certamente que Paulo não entendeu da primeira vez, porque fez o mesmo pedido por mais duas vezes. Mas em momentos de tristezas e decepções podemos extrair grandes ensinamentos. E Paulo fez isso, transmitindo para nós seu aprendizado.
O não de Deus é SEMPRE o melhor para nós, mesmo que cause sofrimento e incômodo. A postura que adotamos ao ouvir o não, normalmente, é de tristeza ou de revolta, chegando até mesmo a um sentimento de abandono, pensando que Deus não está ouvindo. No entanto, Deus sempre ouve seus filhos e os responde, mesmo que de forma negativa. As vezes, nós não queremos ver as respostas negativas e as interpretamos como desdém da parte de Deus.
Confiar em Deus verdadeiramente é entender que sua resposta negativa é motivo de alegria ou aperfeiçoamento para nós, livramento de situações que poderiam nos afetar negativamente para o resto de nossas vidas. Paulo entendeu isso quando disse "sinto prazer nas fraquezas". À primeira vista essa afirmação é completamente louca, mas quando entendemos o Poder de Deus, como Paulo entendia, ao invés de sofrermos duas vezes, com o problema em si e com o não de Deus, passamos a nos alegrar com o não de Deus, e consequentemente nos alegramos pelo sofrimento em si, entendendo que Deus está nos aperfeiçoando, pois "na tristeza Deus transforma o coração do homem, tal como o fogo purifica o ouro". Isso é sinal do Amor de Deus. Deus é Amor e precisamos ver esse Amor em cada situação de nossa vida.
Por isso, quando Deus te disser não, alegre-se, porque certamente o livramento é grande, visto que Deus tem prazer em atender seus filhos. Quando Ele não atende, está deixando de ter um prazer por Amor a nós.
"E para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.
Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
Então Ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.
Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte."
Talvez uma das piores coisas na vida de um cristão é ouvir um não de Deus. De fato, algumas orações feitas não são respondidas, e a Bíblia explica as razões, sejam elas por conta de pedidos egoístas, seja por pedidos fora da vontade de Deus. Mas não importa o motivo, ouvir um não de Deus nos incomoda.
Em meio às nossas orações, alguns pedidos são genéricos, não específicos, muitas vezes pedimos algumas coisas por obrigação como a "Paz em Jerusalém", ou ainda por pedido de algum irmão que nem conhecemos direito e oramos uma ou duas vezes e depois nem buscamos saber os resultados.
Entretanto, algumas coisas pedimos e realmente desejamos receber. São coisas que valorizamos muito, desejamos muito e, se não atendidos, ficamos realmente chateados.
Paulo era um homem que conhecia a mente de Deus e conhecia Sua vontade. Já tivera várias de suas orações atendidas por Deus. Já havia até mesmo visitado o céu ainda em vida. Ele nos conta que que havia algo em sua vida que o incomodava muito, causando-lhe inclusive dor, que ele denomina 'espinho na carne'. Há debate entre alguns Teólogos sobre o que podia ser esse espinho. Alguns pensam em algum tipo de doença, talvez nos olhos, outros pensam que era algum tipo de tentação forte em sua vida. Pessoalmente eu penso que podia ser algum tipo de culpa pelas perseguições que realizara contra a Igreja de Cristo, e que essas lembranças que o acusador lançava em sua mente fazia com que se chateasse muito, sofresse literalmente. Mas independente do que era, Paulo pediu que lhe fosse retirado e Deus disse não.
Certamente que Paulo não entendeu da primeira vez, porque fez o mesmo pedido por mais duas vezes. Mas em momentos de tristezas e decepções podemos extrair grandes ensinamentos. E Paulo fez isso, transmitindo para nós seu aprendizado.
O não de Deus é SEMPRE o melhor para nós, mesmo que cause sofrimento e incômodo. A postura que adotamos ao ouvir o não, normalmente, é de tristeza ou de revolta, chegando até mesmo a um sentimento de abandono, pensando que Deus não está ouvindo. No entanto, Deus sempre ouve seus filhos e os responde, mesmo que de forma negativa. As vezes, nós não queremos ver as respostas negativas e as interpretamos como desdém da parte de Deus.
Confiar em Deus verdadeiramente é entender que sua resposta negativa é motivo de alegria ou aperfeiçoamento para nós, livramento de situações que poderiam nos afetar negativamente para o resto de nossas vidas. Paulo entendeu isso quando disse "sinto prazer nas fraquezas". À primeira vista essa afirmação é completamente louca, mas quando entendemos o Poder de Deus, como Paulo entendia, ao invés de sofrermos duas vezes, com o problema em si e com o não de Deus, passamos a nos alegrar com o não de Deus, e consequentemente nos alegramos pelo sofrimento em si, entendendo que Deus está nos aperfeiçoando, pois "na tristeza Deus transforma o coração do homem, tal como o fogo purifica o ouro". Isso é sinal do Amor de Deus. Deus é Amor e precisamos ver esse Amor em cada situação de nossa vida.
Por isso, quando Deus te disser não, alegre-se, porque certamente o livramento é grande, visto que Deus tem prazer em atender seus filhos. Quando Ele não atende, está deixando de ter um prazer por Amor a nós.
domingo, 28 de março de 2010
"I don't believe in God, but I miss him"
"Eu não acredito em Deus, mas eu sinto a falta d'Ele", foi uma frase dita pelo escritor inglês Julian Barnes, gerando muitos comentários, inclusive esse artigo.
Barnes exprimiu um sentimento geral das pessoas, provavelmente da maior parte da humanidade. Não acreditar em Deus pode se dar de várias maneiras. Há aqueles que não acreditam na possibilidade de haver uma força superior, seja de que espécie for, que rege o universo. Esses são denominados ateus. Há outros que não acreditam em Deus, mas acreditam em algo superior que organiza o mundo em que vivemos, misturando leis físicas com leis espirituais, os Agnósticos. Há ainda os que acreditam na existência de um Deus pessoal, que governa pessoalmente o universo, inclusive cuidando dos seres humanos de forma especial. Esses são chamados Teístas, grupo do qual o Cristianismo faz parte.
Acontece que, dentre os Teístas, inclusive entre os cristãos, há aqueles que não acreditam em Deus. Vou dar um exemplo. Você que lê esse artigo acredita na minha existência, mas se eu disser, inspirado no Peter Pan, que ao pensar em uma coisa boa você pode voar, certamente você não vai acreditar em mim, por considerar impossível realizar o que sugeri. É precisamente assim que acontece com Deus. Muitas vezes você acredita na existência d'Ele, mas não acredita nas coisas que ele falou.
Quando um Cristão deixa de fazer algo que Deus pediu ou ordenou que fosse feito, essa pessoa diz com seus atos que não acredita em Deus. Às vezes porque acha impossível realizar o que ele pediu, outras porque tem medo de fazer o que Deus pediu e ele falhar com Suas promessas. Outras ainda porque não acredita sinceramente na existência do inferno para os desobedientes e acha que no final Deus vai mudar seus planos em relação aos perdidos. Resumindo, qualquer que seja a área da vida que estiver fora da vontade de Deus, não importando o motivo, demonstra que a pessoa não acredita em Deus, no que Ele diz.
No entanto, quando nos afastamos de Deus através da desobediência, nós passamos a sentir sua falta. O Ser Humano, por ser imagem e semelhança da Deus, sente necessidade de entrar em contato com Ele. A ausência de Deus gera um vazio espiritual poucas vezes identificado como tal, sendo raras as vezes, como Barnes, que o homem identifica a origem desse vazio.
Pode ser identificado com sentimento de abandono, com uma certa tristeza, proveniente da falta que Deus faz em sua vida. De fato o sentimento de abandono se dá com razão, uma vez que Deus não tem compromisso com coisas que Ele não planejou em sua palavra.
Pode ser identificado com sentimento de abandono, com uma certa tristeza, proveniente da falta que Deus faz em sua vida. De fato o sentimento de abandono se dá com razão, uma vez que Deus não tem compromisso com coisas que Ele não planejou em sua palavra.
Se você está como Julian Barnes, não acreditando em Deus, mas sentindo sua falta, reflita sobre sua vida, analisando aquelas coisas que sabe não estar com a vontade d'Ele, tome uma posição de mudar o que precisa ser mudado e ore, confessando seu pecado e pedindo a Deus que passe a fazer parte de sua vida, passando a fazer parte da Vida d'Ele.
Deus nunca se afasta de nós, pois Ele está sempre no mesmo lugar, um lugar de santidade. Nós é que nos movemos em direção a Ele, ou em sentido oposto, mas a decisão é sempre nossa.
DECIDA-SE!!!
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